Uma vitória contra o Brasil

Joaci Góes


Tribuna da Bahia, Salvador
18/01/2018 07:52

   

A esquerda reacionária e ultraconservadora brasileira festejou, como uma grande conquista, o rebaixamento da idoneidade financeira do País junto aos mercados de créditos internacionais. Para ela, pouco importa que este novo obstáculo comprometa a celeridade da retomada do nosso desenvolvimento econômico e social, com o consectário natural do grave prejuízo na recomposição dos postos de trabalho perdidos, desde que contribua para seu retorno ao poder, de onde foi apeada em razão da mais volumosa onda de corrupção de que se tem notícia no espaço e no tempo.

É evidente que o escopo máximo dos esquerdopatas será a rejeição da indispensável Reforma Previdenciária, sem a qual restauração das finanças públicas não será alcançada, sujeitando o Brasil a vicissitudes que poderão inviabilizá-lo, conduzindo-o ao patamar de mendigo internacional, no padrão em que hoje se encontra a vizinha Venezuela que antes do chavismo, em que a esquerda brasileira se inspira, era modelar do que o de mais promissor dispunha o Continente Sul- Americano, graças às suas imensuráveis reservas petrolíferas. Um grande erro de percepção, é verdade, uma vez que a riqueza dos povos, na sociedade do conhecimento em que todos estamos imersos, resulta da qualidade do aproveitamento moral e intelectual dos seus habitantes. Prova-o o fato de que, apenas, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Noruega, entre os países desenvolvidos, sejam os únicos que dispõem de abundantes riquezas naturais.

 A perversa estratégia da esquerda brasileira, na contramão do benfazejo papel histórico das esquerdas, em todos os tempos, consiste em fingir que almeja mudanças quando, substantivamente, opera no sentido de manter as coisas com se encontram, num afrontoso gatopardismo destinado a impedir a ascensão das massas de pobres e miseráveis, usadas para assegurar-lhe a volta ao poder pelo voto popular. Sem as condições mínimas para perceber o empulhamento de que é vítima, essa patuleia ignara sucumbe à criminosa central de desinformação vociferada por deputados e senadores que outros compromissos não têem além do empenho exclusivo de satisfação dos seus apetites inferiores e ferozes.

É imperioso reconhecer o ineditismo da redentora coragem política do Presidente Temer em liderar reformas altamente impopulares, não obstante indispensáveis para levar o Brasil para frente, a exemplo do congelamento orçamentário, a Reforma Trabalhista, a Reforma do Ensino e a mais urgente de todas que é a Reforma da Previdência.

Sem dúvida, a equivocada esquerda brasileira é recordista histórica em marcar gols contra os interesses do Brasil, sobretudo os das camadas mais carentes de nossa população.

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