Regata: Desta vez a invasão francesa foi com festa

Os franceses são da categoria Ultime, e venceram a prova após navegarem o que equivale a 8.056 km terrestres, conseguindo uma média de 1000 km por dia


Tribuna da Bahia, Salvador
14/11/2017 09:10 | Atualizado há 7 dias, 15 horas e 31 minutos

   
Foto: Jean-Marie Liot / ALeA / TJV17

Por Matheus Fortes

Eram 7h30 da manhã, quando o veleiro Sodebo Ultim’ se aproximou da Baía de Todos os Santos, tornando-se a também a primeira embarcação a terminar a prova da 13ª edição da Transat Jacques Vabre – a maior regata transatlântica do mundo, que voltou a Salvador, após dez anos. Exaustos, mas felizes, os franceses Thomas Coville e Jean-Luc Nélias, são da categoria Ultime, e venceram a prova após navegarem numa velocidade média de 22,92 nós, e percorrendo 4.742 milhas – o que equivale a 8.056 km terrestres, conseguindo uma média de  1000 km por dia, batendo um recorde histórico do percurso.

O Sodebo Ultim’ também bateu o favoritismo do Max Edmond Rothschild – guiado pelos também franceses Sébastién Josse e Thomas Rouxel –, que é um barco mais jovem, e com quem disputou acirradamente a liderança da competição. O Max Edmond chegaria à Baía de Todos os Santos, pouco mais de duas horas após o primeiro colocado. De acordo com Coville, o percurso inteiro foi uma grande luta. “Eu estou muito feliz pelo que nós fizemos, foi uma grande corrida e também uma grande vitória para mim. As pessoas não sabem o que realmente é velejar. Imagine que seja exatamente como uma corrida de moto ou de carro. Você tem muita potência e pra ganhar você tem que chegar ao final. É sempre o equilíbrio entre estar 100% e nunca quebrar, nunca bater em algo”, avaliou.

Embora a estrutura do barco impressione por fora, as acomodações não são tão favoráveis assim para a dupla. “Só há uma cama e a cozinha, apenas uma boca de gás para ferver a água, é tudo muito básico”, comentou o vencedor.  


Compartilhe       

 


TRIBUNA VIRTUAL



 

Notícias Relacionadas