Vitória: Candidato pede a impugnação da eleição

Regimento do Rubro-negro foi publicado ontem no site oficial do clube, com menos de três mil sócios no colégio eleitoral


Tribuna da Bahia, Salvador
06/12/2017 09:47 | Atualizado há 7 dias, 27 minutos

   
Foto: Divulgação/Raphael Carneiro

Demorou, mas aconteceu o que muitos temiam: a judicialização das eleições presidenciais do Vitória. Por enquanto, ainda não foi parar no Tribunal de Justiça, mas o ex-presidente Raimundo Viana entrou com processo administrativo, interno, de impugnação para a eleição do próximo dia 13, que definirá o substituto do presidente eleito e renunciatário Ivã de Almeida. 

Raimundo Viana protocolou o pedido na manhã de terça-feira e aguarda por uma decisão do presidente do Conselho Deliberativo do clube, Paulo Catharino Gordilho. De acordo com o candidato, o processo eleitoral não pode ocorrer porque o cargo de vice-presidente do clube está ocupado por Agenor Gordilho. O ex-presidente afirmou que em caso de renúncia de Gordilho, ele abrirá mão da impugnação. “Eu quero que as coisas no Vitória sejam certas. Observando as regras que regem os processos institucionais. Quero que tudo ocorra de maneira justa”, disse Raimundo Viana.

O presidente do Conselho Deliberativo afirmou que recebeu o pedido de impugnação de Raimundo Viana e analisa a documentação. Ele destacou que o prazo para homologação das chapas se encerra nesta quinta-feira, e terá o período para avaliar o pedido do ex-presidente. Caso o pedido seja acatado pelo Conselho Deliberativo, a eleição marcada para o dia 13 de dezembro deve ser adiada.

Mas para o grupo de oposição, Vitória Forte, Vitória Unido”, o pedido do candidato Raimundo Viana não tem força jurídica e não tem fundamentação. “A reunião da AGE de dezembro do ano passado, não elegeu vice-presidente, Agenor Gordilho foi indicado, e desde a renúncia de Ivã de Almeida que ele deveria também se afastar da administração do Vitória”, explicou o advogado Bruno Torres.

O artigo 27 do estatuto do Vitória determina a realização de uma nova eleição, uma vez que Ivã de Almeida não completou 5/6 do mandato. A expectativa é de que o regimento eleitoral seja divulgado nos próximos dias e a eleição pode contar com um segundo turno, caso um dos candidatos não obtenha maioria absoluta dos votos. Neste caso, o presidente eleito só deverá ser conhecido na segunda quinzena de dezembro. Por enquanto, são três candidatos: Raimundo Viana, Manoel Matos e Ricardo Davi.


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