Soldado Prisco é denunciado por falsidade ideológica

Segundo denúncia do MP-BA, o crime foi cometido pelo parlamentar e outras duas pessoas quando eram integrantes da Aspra


Tribuna da Bahia, Salvador
10/01/2018 06:42 | Atualizado há 7 dias, 23 horas e 58 minutos

   
Foto: Reprodução /Youtube

Por Rodrigo Daniel Silva

O deputado estadual Marco Prisco (PPS), conhecido como Soldado Prisco, foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelo crime de falsidade ideológica, que prevê, segundo o Código Penal, pena de até cinco anos de prisão e multa. A acusação foi protocolada no dia 2 de janeiro deste ano no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), mas tornou-se conhecida ontem após a divulgação de um despacho da juíza plantonista Nartir Dantas Weber publicado no Diário da Justiça. Além do parlamentar, também foram acusados Fábio da Silva Brito e Paulo Henrique Pereira de Souza, que eram, como Prisco, integrantes da Associação de Policiais, Bombeiros e Familiares do Estado da Bahia (Aspra) na época que supostamente praticaram o crime. Se o TJ-BA aceitar a denúncia, o deputado estadual e os ex-membros da entidade passarão a ser réu. Caso seja condenado, o legislador pode perder o mandato.

O MP-BA começou a investigar Prisco, Fábio Brito e Paulo Souza após revelações feitas pelo sub-tenente da Polícia Militar Evaldo Silva Santos, que apontou participação dos denunciados em desvios de recursos da Aspra. O Ministério Público pediu à Justiça que uma busca e apreensão fosse feita na sede da Associação de Policiais, Bombeiros e Familiares, na residência e no gabinete do deputado, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mas a magistrada Nartir Weber rejeitou. Requereu ainda a quebra do sigiloso telefônico, porém, a solicitação foi recusada. Em sua decisão, a juíza alegou que o Poder Judiciário estava de plantão e, neste caso, só se julga “exclusivamente matérias urgentes”. Ressaltou, também, que é preciso “demonstrar o caráter emergencial e urgente da medida, inclusive com a indicação dos possíveis prejuízos irreparáveis a serem suportados caso a ordem aguarde” para ser analisada em expediente regular.  

Ainda no despacho, consta a informação de que Prisco é investigado por outros delitos. O MP-BA apura se o parlamentar cometeu os crimes de peculato equiparado, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ontem, o legislador disse desconhecer a denúncia do Ministério Público e atribuiu a acusação, que partiu do sub-tenente Evaldo Santos, a uma “perseguição política” que sofre. Prisco é deputado estadual de primeiro mandato e foi vereador de Salvador, antes de ser eleito para AL-BA. Ficou conhecido após liderar greves da Polícia Militar na Bahia. Neste ano, deve disputar a reeleição. Ao Bocão News, Prisco disse que não tomou conhecimento da ação: "Toda minha vida foi de perseguição política, vou tomar pé da situação, mas acho que isso é mais uma perseguição política", afirmou o legislador. Já Fábio da Silva Brito disse que recebeu a notícia com surpresa. "A gente recebeu com surpresa, pois já tínhamos explicado isso ao Ministério Público. Não fomos citados oficialmente”.


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