Comcar garante blocos independentes na quinta-feira de Carnaval

De acordo com o Conselho, todos os sete circuitos oficiais espalhados pela cidade receberão uma programação “altamente diversificada


Tribuna da Bahia, Salvador
10/01/2018 12:00 | Atualizado há 7 dias, 18 horas e 49 minutos

   
Foto: Reprodução

Por Rayllanna Lima

O modelo do Carnaval de Salvador está sofrendo mudanças. Para este ano, nenhum bloco pago sairá pelas ruas da Barra e Ondina, no circuito Dodô, durante a quinta-feira, primeiro dia de folia. E somente dois (Camaleão e Largadinho) desfilarão na terça-feira, último dia. Para não deixar o folião na mão, a prefeitura garante que o percurso receberá trios independentes com atrações de peso.

A informação foi revelada pelo presidente do Conselho Municipal do Carnaval de Salvador (Comcar), Pedro Costa. “Mesmo que não haja blocos pagos, a festa está garantida com os blocos independentes. Ainda não posso revelar quais serão as atrações que abrirão o Carnaval na quinta, mas pode ter certeza que teremos artistas da melhor qualidade. Assim como foi o réveillon, faremos, em 2018, um dos melhores carnavais”, garante.  

De acordo com ele, todos os sete circuitos oficiais espalhados pela cidade receberão uma programação “altamente diversificada”. O prefeito ACM Neto deve anunciar os detalhes do evento nos próximos dias. “Tanto Dodô e Osmar, o circuito Batatinha, Sérgio Bezerra e até mesmo Mestre Bimba, no bairro Nordeste. Teremos as melhores atrações da música brasileira”, disse. Também estão na lista os circuitos Praça Castro Alves e Orlando Tapajós.

Em sua avaliação sobre redução de blocos pagos na rua, o presidente da Comcar afirma que o recuo é uma consequência da crise econômica que ainda afeta o país. “As empresas que controlam os blocos estão se adaptando a nova realidade econômica do Brasil. Todos os segmentos foram atingidos pela crise, com os blocos não seria diferente. Mas posso dizer que quase todos os blocos que desfilavam nos últimos 15 anos estarão desfilando no Carnaval de 2018”, assegura.

“Antigamente, Carnaval era domingo, segunda e terça. Por força do modelo que tínhamos, passou a sair também no sábado, depois sexta e também quinta-feira. Acontece que muitos blocos saíam até cinco vezes, e hoje não têm mais como fazer isso, então os blocos desfilam duas ou três vezes. Somos a única cidade que possui tantos dias de festa na rua”, pontua Pedro Costa.

Crise

A redução de blocos na rua durante a festa carnavalesca  já acontece há alguns anos, sobretudo no circuito Osmar, que contempla o Campo Grande e a Avenida Sete de Setembro. Diretor da Central do Carnaval, Joaquim Nery analisa a redução de blocos como um “procedimento normal de adequação para o Carnaval” e reforça o que foi defendido pelo presidente da Comcar.

“A crise afetou todos os setores, o Carnaval não ficaria de fora. Blocos que já vinham fragilizados há alguns anos, que se mantinham tentando divulgar artistas, acabaram perdendo força. Se for analisar, perdemos blocos esse ano, mas blocos que não saíram em 2017, estão ressurgindo em 2018, como é o caso do Nana”, revela.

Ainda de acordo com o empresário, mesmo com o desaparecimento de algumas agremiações e a diminuição de dias que grandes blocos desfilam, as vendas estão em alta. “Blocos renomados estão saindo muito. Já temos 20% de crescimento em cima desses. Também temos camarotes que se tornaram grandes eventos internos, com grandes shows individuais. Os camarotes que já funcionam, continuaram na quinta-feira normalmente”, esclarece. 

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