Licença concedida pelo Governo deve dinamizar ações no estaleiro de Maragogipe

Desde 2015 o equipamento vem passando por uma crise histórica, quando já estava com 82% das suas obras concluídas e acabou fechando


Tribuna da Bahia, Salvador
11/01/2018 10:40 | Atualizado há 6 dias, 20 horas e 19 minutos

   
Foto: Divulgação

Por Yuri Abreu

Um grande passo foi dado para a volta mais intensa das atividades do Estaleiro Paraguaçu, localizado na cidade de Maragogipe, no Recôncavo Baiano e que desde 2015 vem passando uma crise histórica, quando já estava com 82% das suas obras concluídas e acabou fechando. Nesta quarta, o governo do Estado publicou, no Diário Oficial (DOE), uma portaria do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inema – nº 15.495/2018) na qual concede uma licença prévia de três anos para a empresa Enseada Indústria Naval S.A., responsável pelo projeto do equipamento.

Essa concessão vai permitir a implantação de um Terminal de Líquidos e Granéis, destinado à recepção, armazenamento temporário e distribuição de combustíveis como óleo diesel, gasolina, biodiesel, álcool hidratado e álcool anidro. A capacidade de estocagem desses combustíveis será de quase 40 toneladas. Uma boa notícia, que pode trazer mais renda e emprego a um local que, há três anos, tinha pouco mais de sete mil postos de trabalho ocupados.

Em comunicado, Enseada Indústria Naval S.A informou que a Licença de Instalação conquistada ontem pela empresa faz parte do esforço da companhia em otimizar a utilização do seu ativo, o Estaleiro Paraguaçu, implantado no município de Maragogipe, no Recôncavo baiano.

“Nos últimos 18 meses, a Enseada vem trabalhando intensamente para dinamizar seu moderno parque industrial, mas até o momento não existe previsão de retomada das operações. A obtenção da Licença potencializa a atração de investidores e clientes. Em 2014, quando alcançamos o pico da implantação do estaleiro e o início das operações industriais, o empreendimento chegou a empregar mais de 7 mil trabalhadores, sendo 80% das cidades do seu entorno”, disse a empresa.

Quem comemorou a informação foi o presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia (Sintepav-BA), Irailson Warneaux. “Eu vejo esse ato do governo como importante, principalmente por que isso irá possibilitar a otimização daquele espaço. Até então, era apenas a construção de um estaleiro para a fabricação de navios, mas, com essa licença, isso possibilita mais empregos”, comentou.

Warneaux, que foi um dos coordenadores da região à época em que ocorriam as obras, espera que essa retomada também signifique um maior desenvolvimento econômico para o entorno como um todo, a exemplo do recôncavo, o sul e o baixo-sul do estado.

“Muita gente deixou suas atividades principais de sobrevivência, como a pesca, para se juntar àquele empreendimento. Aquele espaço também vai servir como logística para algumas empresas quanto ao armazenamento de produtos. Isso faz com que a economia local e a do Recôncavo volte a aquecer, não apenas para os que trabalham no equipamento, como também os que investiram em hotéis e pousadas”, desejou.

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