Deputados federais baianos gastaram R$ 15 milhões da cota em 2017

Bebeto (PSB) encabeçou o ranking, utilizando um total de R$ 467,6 mil da cota


Tribuna da Bahia, Salvador
13/01/2018 07:40 | Atualizado há 6 dias, 21 horas e 13 minutos

   

Por Henrique Brinco

Segundo dados da Operação Política Supervisionada (Ops), ferramenta colaborativa que fiscaliza os gastos de recursos públicos, os deputados federais baianos gastaram mais de R$ 15 milhões em 2017. O valor refere-se à cota para o exercício da atividade parlamentar (Ceap), ao qual todos os deputados têm direito. O recurso é pago mensalmente, destinado a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício dos cargos.  No ano passado, Bebeto (PSB) encabeçou o ranking, utilizando um total de R$ 467,6 mil da cota. Mário Negromonte (PP) aparece em segundo lugar, utilizando o valor de R$ 466,3 mil. Já Benito Gama (PTB) usou R$ 465,7 mil totais do recurso. O quarto é de Afonso Florence (PT), que precisou de R$ 464,6 mil. José Carlos Aleluia (DEM) gastou R$ 460,1 mil da Ceap. Procurada pela Tribuna, a assessoria de Bebeto Galvão (PSB) afirmou que o deputado está em missão parlamentar e que vai se pronunciar posteriormente.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar é uma cota única mensal destinada a custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar. O valor máximo mensal da cota depende da unidade da federação que o deputado representa. Essa variação ocorre por causa das passagens aéreas e está relacionada ao valor do trecho entre Brasília e o Estado que o deputado representa. Para ver a lista completa, basta entrar no site https://ops.net.br.  A lista dos parlamentares que menos gastaram em 2017, conta com um total de R$ 1,5 milhões de recursos do Ceap. Félix Mendonça Júnior (PDT) foi o deputado em exercício da Câmara dos Deputados que mais economizou no ano passado, utilizando R$ 291 mil. 

Só podem ser indenizadas despesas com passagens aéreas; telefonia; serviços postais; manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar; assinatura de publicações; fornecimento de alimentação ao parlamentar; hospedagem; outras despesas com locomoção, contemplando locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores e embarcações, serviços de táxi, pedágio e estacionamento e passagens terrestres, marítimas ou fluviais; combustíveis e lubrificantes; serviços de segurança; contratação de consultorias e trabalhos técnicos; divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 120 dias anteriores às eleições; participação do parlamentar em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos ou eventos congêneres; e a complementação do auxílio-moradia.

Muniz é o senador baiano que mais gastou em 2017

Os três senadores baianos em exercício gastaram R$ 763,1 mil da cota para exercício da atividade parlamentar no Senado, em 2017. O levantamento também foi feito pela ferramenta colaborativa online Operação Política Supervisionada, que fiscaliza a utilização de recursos públicos. Utilizando o montante de R$ 276,7 mil, Muniz é o senador baiano que mais gastou em 2017. Segundo informações da plataforma, os maiores gastos de Muniz incluem o aluguel de um imóvel para escritório político, o pagamento de uma agência de viagens e a despesa com serviços de transportes. Ele é suplente de Walter Pinheiro (ex-PT e atualmente sem partido), que licenciado para ser Secretário Estadual de Educação.

Lídice da Mata gastou um total de R$ 271,9 mil. Os maiores beneficiários dos recursos que a senadora tem direito foram com as empresas de linhas aéreas e com o abastecimento de veículos. Otto Alencar foi o que menos gastou, ficando com R$ 214,5 mil e tendo como maiores fornecedores empresas de transporte e de linhas aéreas. Se forem somados os dados de toda a legislatura (desde 2015), Lídice aparece em primeiro lugar com um montante somado de R$ 892.801,49. Otto pula para a vice-liderança do ranking, com R$ 581.626,05. Já Muniz fica em terceiro, com R$ 465.307,36. Procurados pela reportagem da Tribuna, Roberto Muniz não foi encontrado para comentar os gastos e Otto não quis se manifestar. A assessoria da senadora Lídice informou que “os gastos do mandato estão dentro dos limites estabelecidos por lei e integralmente ligados à atividade parlamentar”. 

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