Veja o que fazer para reduzir os riscos de ser furtado na festa

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o circuito Barra-Ondina é o que mais registra esses tipos de ocorrências no reinado de Momo


Tribuna da Bahia, Salvador
08/02/2018 14:58 | Atualizado há 16 dias, 7 horas e 9 minutos

   
Foto: Divulgação

Por Jordânia Freitas

Está oficialmente aberta a temporada da alegria. De hoje até quarta-feira de cinzas  Salvador vai respirar Carnaval.  Mas antes de “botar o bloco na rua”, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) orienta que os foliões tomem alguns cuidados para evitar furtos e roubos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o circuito Barra-Ondina é o que mais registra esses tipos de ocorrências no reinado de Momo.

Para Bruno Ramos, capitão da PM-BA o folião deve compreender  que o Carnaval é uma festa de grande proporções e que, apesar do trabalho da polícia, o efetivo é proporcionalmente menor se comparado com o número de pessoas na rua.

 “Apesar de toda experiência da Polícia Militar em outros carnavais e eventos de grande público, nós não temos como conter todas as situações que porventura possam acontecer. Nesse sentido, é muito importante que o cidadão adote medidas preventivas”, explicou Ramos. 

O capitão aconselha que o folião evite levar acessórios de valor para a festa, como relógios de marca e joias. Segundo o especialista, também não é indicado curtir a folia com diversos documentos. Ele relata que até carteiras de vacinação já foram encontradas pela PM nos circuitos após os festejos. 

“Se ele se expõe menos a riscos, muito provavelmente ele também vai diminuir sua potencialidade de ser uma vítima durante uma aglomeração dessa”, opinou Bruno Ramos.

A foliã Laís Ferreira sabe bem como fugir das estatísticas de pessoas roubadas ou furtadas na folia.  A jornalista pretende curtir pelo menos três dias de festa, nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande. A estratégia é distribuir os pertences pelo corpo. Celular e dinheiro, por exemplo, ficarão escondidos no sutiã e no short jeans.

Ela também leva uma pequena bolsa a tira-colo para armazenar itens de menor valor, como maquiagem. Mesmo assim, no Furdunço do ano passado foi surpreendida ao avistar a bolsa aberta. Nada foi levado.  Laís Ferreira também pensa em usar este ano uma espécie de pochete, conhecida como doleira para abrigar todos os objetos em um só lugar, por baixo da roupa.

O capitão Bruno Ramos considera eficaz o uso da porta-dólar para guardar os itens de valor, pois expõe menos o folião a riscos. Na avaliação do especialista em segurança pública, um documento de identificação, um cartão de crédito ou débito, além da quantia em dinheiro necessária para curtir a festa são os itens básicos que todo o folião deve levar para o Carnaval.

“Sempre evitar adereços desnecessários e que possam despertar cobiça, como colares caros, anéis, relógios. Enfim, joias de uma forma geral. Em um ambiente desse com muita gente é fato você encontrar alguém que queira subtrair esse material”, alertou.

Há alguns anos, furtos e roubos de foliões era algo comum durante o Carnaval  no relógio de São Pedro, no circuito Campo Grande. Conforme o capitão Ramos, a polícia têm feito levantamentos de pontos críticos da festa durante o evento para coibir essas ações criminosas. Ao final do Carnaval, um relatório também é preparado para nortear o trabalho dos militares no ano seguinte. Por uma questão estratégica, a PM não divulga quais são essas regiões.

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