Luta contra Hepatite C: Doença atinge ex-atletas, e o tratamento baiano é referência

O ídolo do Bahia Douglas Franklin, luta desde 2010 contra o vírus que provoca a hepatite C, que silenciosamente, ataca o fígado


Tribuna da Bahia, Salvador
12/03/2018 08:30 | Atualizado há 12 dias, 12 horas e 35 minutos

   
Foto: Divulgação/Ronaldo Oliveira /EPTV

Um dos maiores ídolos da história do Bahia enfrenta um inimigo que passou muito tempo em silêncio. Segundo maior artilheiro da história do clube baiano com 211 gols, o ex-jogador Douglas Franklin foi diagnosticado com hepatite C em 2010. A doença é provocada por um vírus que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas em seu estágio inicial. Muitas pessoas permanecem sem saber que estão contaminadas por décadas, como foi o caso do ex-atacante de 68 anos, que encerrou a carreira em 1988.

“No meu caso, peguei o vírus da hepatite C em uma transfusão de sangue. Fiquei doente em 1973, tive uma anemia, e tive que fazer uma transfusão de sangue. Na época, ninguém sabia da doença, como se transmitia. Meu problema foi esse. Não tinha estudos sobre isso. Fiz essa transfusão e contraí o vírus”, conta Douglas Franklin ao GloboEsporte.com.

A história de Douglas é uma entre muitas. A transmissão da hepatite C ocorre por meio do contato com sangue contaminado, seja por transfusão ou contato com material em que o vírus está presente. No Brasil, entre as décadas de 1960 e 1980, o uso comunitário de seringas em vestiários antes de partidas profissionais era comum. Desta forma, criou-se um efeito cascata. A seringa utilizada por um atleta contaminado era compartilhada com outros, que também passavam a ter a doença.

“Havia times em que todos os jogadores estavam infectados com o mesmo tipo de vírus - explica o médico Raymundo Paraná, coordenador da campanha contra a Hepatite C pela Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH). Por Thiago Pereira e Raphael Carneiro, Salvador.

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