Preso, Lula mantém liderança em pesquisa

Datafolha traz Bolsonaro com 15% e Marina com 10%, em segundo e terceiro lugares


Tribuna da Bahia, Salvador
16/04/2018 08:09 | Atualizado há 4 dias, 9 horas e 13 minutos

   
Foto: Reuters

A prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfraqueceu sua candidatura à Presidência da República, é o que constata a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada de ontem. Em janeiro, a mostra indicava que Lula tinha 37% da preferência dos pesquisados, na pesquisa divulgada ontem, que inclui o período de sua detenção na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o petista registra 31% das intenções de votos no cenário mais favorável entre nove pesquisados.  Apesar da queda na pesquisa, Lula continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto. O Datafolh atraçou 9 cenários na corrida presidencial. Lula aparece em três deles e oscila entre 30% e 31%, na liderança, à frente do deputado Jair Bolsonaro (PSL), que varia entre 15% e 16%, e Marina Silva (Rede), com 10%. 

No cenário com Lula, Joaquim Barbosa (PSB) aparece com 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Alvaro Dias (Podemos) com 3%, Manuela D'Ávila (PCdoB) com 3%, Fernando Collor de Mello (PTC) com 1%, Rodrigo Maia (DEM) com 1%, Henrique Meirelles (MDB) com 1%, Flavio Rocha (PRB) com 1% e outros, como Paulo Rabello de Castro (PSC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 13% e não sabem 3%. Nos outros seis cenários, sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro e Marina Silva aparecerem tecnicamente empatados. O deputado federal lidera com 17% e a ex-ministra oscila entre 15% e 16%. 

Em todos os cenários sem o ex-presidente Lula, Ciro Gomes (PDT) alcança 9% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que varia de 7% a 8%, e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB), que oscila entre 9% e 10%. Já o presidente Michel Temer (MDB), que revelou o desejo de concorrer à reeleição, aparece na mostra com apenas 2% das intenções de voto e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que deixou o PSD e migrou para o MDB, não passa de 1% das intenções de voto. Na ausência de Lula como candidato do PT, o ex-prefeito Fernando Haddad registra 2% das intenções de voto e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner tem 1%. Outros candidatos de esquerda que poderiam substituir Lula também registram desempenho pífio na atual pesquisa. Manuela D'Ávila (PCdoB) atinge 2% e Guilherme Boulos (PSOL) chega a apenas 1%.

2/3 dos eleitores votariam em quem Lula apoiar

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada de ontem, mostra que dois de cada três eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvas (PT) deverão votar em quem ele apoiar nessa corrida presidencial, caso o petista fique impedido de disputar o pleito E 1/3 afirma que não tem opção e preferem votar em branco ou anular o voto, nos cenários mostrados pela pesquisa.

Com a ausência de Lula nessa disputa presidencial, os pré-candidatos que mais se beneficiam são a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Os dois foram ministros do governo Lula. Marina fica com cerca de 20% das intenções de voto num cenário sem o ex-presidente e Ciro Gomes registra 15%. Em contrapartida, parte do eleitorado lulista, de acordo com o Datafolha, apoiaria até candidaturas como a de Jair Bolsonaro (PSC), Geraldo Alckmin (PSDB) e Joaquim Barbosa (PSB). Os três registraram nesse cenário 5% da preferência, cada um, desse eleitorado.

Mesmo preso, Lula continua com grande poder de influência sobre o eleitorado, diz o Datafolha: 30% dizem que certamente votariam em alguém indicado pelo ex-presidente e 16% talvez. Entre os lulistas, 66% votariam no indicado por ele e 21% talvez. Com relação à indicação do presidente Michel Temer, apenas 3% votariam e 9% talvez. E com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 10% votariam e 21% talvez.

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