Trânsito: 11.637 motociclistas multados só este ano em Salvador

O hábito de “costurar o trânsito” em alta velocidade de alguns motociclistas é uma das atitudes que mais irritam quem anda de carro, pedestres e até os motociclistas mais cautelosos


Tribuna da Bahia, Salvador
16/04/2018 17:00 | Atualizado há 4 dias, 32 minutos

   

Por Anilson Salomão

Motocicletas são consideradas mais práticas por circularem com mais facilidade no tráfego cada dia mais lento das grandes cidades, além de proporcionar uma maior sensação de liberdade. Só este ano em Salvador, foram registradas 11.637 multas, tendo também como maior reincidência transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, com 9.068 infrações.

Em contrapartida, as motocicletas estão mais susceptíveis a vulnerabilidade de seus condutores, expondo-os a riscos maiores em caso de acidente. O hábito de “costurar o trânsito” em alta velocidade de alguns motociclistas é uma das atitudes que mais irritam quem anda de carro, pedestres e até os motociclistas mais cautelosos.

Segundo dados da Transalvador, no ano de 2017 foram aplicadas 45.013 multas, a motociclistas, sendo que a maior parte das multas foram por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, em um total de 34.578 infrações.

Segundo o órgão essas são as maiores infrações cometidas por motociclistas, transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% até 50%, dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança, Transitar na faixa ou via exclusiva para transporte público coletivo passageiro e avançar o sinal vermelho do semáforo - fiscalização eletrônica.

Em dados ainda da Transalvador, mostram que a maioria das multas aplicadas este ano é na Marginal da Avenida  Luis Viana - Após a saída da Rua Silveira Martins - sentido Rodoviária.

Robson Araújo Bahia, 22 anos, que atua como motoboy, disse que ama andar pelo corredor, que é uma adrenalina a mais na estrada, “Só de poder ganhar tempo cortando os carros é muito bom, e quando você consegue fazer isso em alta velocidade é melhor ainda” relata Robson.

Já Carlos Augusto Santos, 46 anos, que usa a motocicleta para ir trabalhar, diz que prefere a cautela ao invés de se ariscar nos corredores da vida, “Prefiro ir com um pouco de cautela quando o assunto é corredor, muitas das vezes caímos por conta da alta confiança, devemos lembrar que alem de nos motociclistas existem os motoristas e muitos não gostam de nós” disse Carlos.

Para a dona de casa Maria de Lourdes Pereira, 35 anos, o maior perigo é por conta da imprudência de muitos motociclistas, “Vejo muito motociclista fazendo malabarismo em cima de uma moto, já presenciei alguns acidentes causado por isso”, conta Maria.

Para um motociclista que não quis ser identificado, a melhor sensação é poder andar sem a habilitação, é uma aventura sair por ai assim, “Eu não tenho habilitação e ando por toda a cidade, fim de semana vou para a praia e leve sempre duas pessoas comigo na moto, ando pelas quebradas porque sei que não rola blitz”, destacou o motociclista.

Mesmo com uma fiscalização mais intensa nos últimos tempos, ainda é possível ver atos de infrações quase que a todo instante pela cidade, motoqueiros sem capacete, sem retrovisor, de sandália e muitas vezes levando dois passageiros na garupa da moto, esse tipo de infração é comum na periferia onde a fiscalização não intensa como no centro da cidade, nesses bairros podemos ver com muita frequência.


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