10 de maio: Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus

Segundo dados da Sesab, em 2017 foram registradas 195 mortes, sendo 23 para sexo masculino e 172 para o sexo feminino


Tribuna da Bahia, Salvador
10/05/2018 11:30 | Atualizado há 12 dias, 12 horas e 35 minutos

   
Foto: Reprodução

Por Anilson Salomão

O Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus é celebrado anualmente em 10 de maio. Por ser uma doença complexa e de difícil diagnóstico as pessoas devem estar atentas aos primeiros sintomas para que possam começar com o tratamento. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em 2016 foram no total 162 óbitos por causa da doença, desses óbitos foram 21 homens e 141 mulheres, já em 2017 em um total de 195 mortes, sendo 23 para sexo masculino e 172 para o sexo feminino, em 2018 não há dados até o momento.

Por Salvador ser uma cidade tropical, a atenção deve ser redobrada. Isso porque um dos fatores que podem desencadear ou piorar a doença é a exposição à radiação solar. “Uma combinação de fatores ajuda no diagnóstico, mas a fotossensiblidade pode sugerir que pessoa tenha a doença. Há quem manifeste o Lúpus após mínimas exposições à luz do sol, apresentando lesões intensas na pele. É importante não ignorar esses sinais e procurar assistência médica”, destaca o assessor médico em imunologia e reumatologia do Fleury Medicina e Saúde, Luís Eduardo Coelho Andrade.

De acordo ainda com ele, os sinais e sintomas mais frequentes do lúpus são manchas vermelhas em várias regiões da pele, reação desproporcional de muita vermelhidão após pequenas exposições ao sol e dores e inchaço nas articulações. Cerca de 50% dos pacientes pode ter comprometimento dos rins, que pode ser silencioso ou se manifestar com urina muito espumosa, pressão alta e inchaço generalizado. Outras manifestações da doença incluem anemia, redução dos níveis de plaquetas no sangue, sintomas neurológicos e psiquiátricos.

Entre as complicações possíveis, estão derrames cerebrais, ataques epiléticos, convulsões e paralisia de nervos periféricos.  Problemas renais e cardíacos também podem ser recorrentes em quem desenvolve a doença.

Não se conhece uma forma de prevenir, mas é possível, sim, amenizar e controlar a doença. O controle do lúpus inclui medidas gerais, como evitar a exposição solar, ter alimentação equilibrada, boas horas de sono, evitando o estresse emocional excessivo, e manter atividade física moderada e regular. É fundamental o acompanhamento médico, preferencialmente com um reumatologista. Exames de rotina, como hemograma, sumário de urina, pesquisa de proteínas na urina de 24 horas, creatinina e ureia sérica (capazes de avaliar a função renal), são importantes não só para o diagnóstico, mas também fundamentais para o acompanhamento. Há também os exames imunológicos, que avaliam a presença e a natureza de anticorpos presentes no organismo, e que também ajudam no diagnóstico e monitoramento.

“O lúpus não tem cura e é preciso ter atenção, pois é comum haver o período que chamamos de inatividade, no qual a doença aparenta ter adormecido. É importante ressaltar que, com o acompanhamento médico rigoroso e obediência ao tratamento, é possível ter uma vida normal, sem necessidade de alterações nos planos familiares, profissionais e pessoais. Consultas e exames devem estar sempre em dia e o tratamento deve ser seguido à risca, da maneira como foi prescrita”, alerta o médico.

Segundo a Sesab, as medicações para a doença são disponibilizadas no Centro de Referência do Idoso (Creasi), Hospital Universitário Professor Edgar Santos (HUPES) e Fimac (no Octávio Mangabeira). Nesses mesmos locais as pessoas devem ser cadastradas para que possam receber os medicamentos. No caso dos medicamentos Reuquinol e Micofenolato, a solicitação deve ser feita na Câmara de Conciliação, Shopping Bela Vista.

O órgão ainda informou que não tem como informar o número de medicamentos disponibilizados, e que o s medicamentos listados abaixo são fornecidos através do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, em unidades credenciadas pelo gestor estadual, encontram-se com estoque regularizado na Cefarba, e com distribuição regularizada dos pedidos de solicitação das unidades de saúde. O acompanhamento dos portadores de Lupus é feito no HUPES.

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