Conflito em Gaza mata mais de 40 pessoas

Ato contra mudança da embaixada americana de Tel-Aviv para Jerusalém também deixou 500 feridos


Tribuna da Bahia, Salvador
14/05/2018 12:48 | Atualizado há 8 dias, 11 horas e 9 minutos

   
Foto: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Ao menos 41 palestinos morreram e cerca de 500 ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses na Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas, onde milhares de pessoas protestam contra a transferência da embaixada americana de Tel-Aviv para Jerusalém, que foi inaugurada nesta segunda-feira (14).

Um dos mortos era um adolescente de 14 anos, informaram as mesmas fontes. Milhares de pessoas protestam desde o início da manhã na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel. Os soldados israelenses abriram fogo quando os manifestantes se aproximaram da cerca que divide o território. 

A emissora Al-Jazeera afirmou que um de seus repórteres ficou ferido enquanto cobria as manifestações. O jornalista Wael Dhadouh foi "ferido por munição real das forças israelenses", disse a emissora em sua conta no Twitter, sem detalhar a gravidade dos ferimentos.

Desde domingo, o Exército israelense lançou panfletos em Gaza para advertir os palestinos que participam das manifestações que, ao fazê-lo, se expõem ao perigo. Ele também afirmou que não permitirá que os manifestantes se aproximem da cerca de segurança ou ataquem os soldados.

As Forças Armadas israelenses acusaram o movimento Hamas, que controla Gaza, de instigar os palestinos a tentar violar a fronteira de Israel. Como resposta, a aviação israelense bombardeou posições do Hamas perto da região de Jabalia. Nenhum soldado ficou ferido, segundo um comunicado do Exército.

A nota diz ainda que os israelenses "frustraram um ataque terrorista" ao disparar contra três palestinos que "tentaram colocar um artefato explosivo junto a uma cerca de segurança na área de Rafa", e confirmou a morte dos supostos agressores.

Mais de 90 palestinos morreram vítimas de tiros israelenses nos protestos registrados na fronteira entre Gaza e Israel desde o dia 30 de março. Esta é a fase mais mortífera do conflito desde a guerra de 2014 no enclave.

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