Vereadores aprovam retificação de empréstimo ao Executivo

Os defensores do projeto, como os vereadores Henrique Carballal (PV) e Téo Senna (PHS), argumentaram que o empréstimo beneficiará a cidade


Tribuna da Bahia, Salvador
17/05/2018 08:33 | Atualizado há 5 dias, 15 horas e 46 minutos

   
Foto: Divulgação/CMS

Por Henrique Brinco

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou, por 25 votos a 5, na sessão ordinária de ontem, o Projeto de Lei 80/18, do Executivo que retifica a nomenclatura da instituição financeira que emprestará US$60,7 milhões à Prefeitura de Salvador para projetos de urbanismo. A entidade correta é o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e as principais intervenções fazem parte do Programa de Requalificação Urbanística de Salvador (Proquali). Os defensores do projeto, como os vereadores Henrique Carballal (PV) e Téo Senna (PHS), argumentaram que o empréstimo beneficiará a cidade, já que os recursos serão aplicados em obras de requalificação urbana do Farol de Itapuã, da orla de Amaralina/Pituba, da Praça Cairu e do chamado Corredor da Fé até a Praça da Base da Colina Sagrada (percurso da Lavagem do Bonfim), além da implantação do Museu da Música Brasileira.

Já os oposicionistas, como a líder Marta Rodrigues (PT), Hilton Coelho (PSOL), Sílvio Humberto (PSB) e Aladilce Souza (PCdoB), entre outros, justificaram que o projeto atual não se limitava a retificar a nomenclatura do banco incluído no projeto original, o PL 9.296/17. “Não é uma mera troca de nome. O projeto não detalha as intervenções urbanísticas. E ele precisa de discussão porque abrange também os planos municipais de Saneamento e de Tecnologia”, defendeu Marta.

A sessão foi marcada por um bate-boca iniciado por José Trindade (Podemos), que teceu alfinetadas ao prefeito ACM Neto (DEM). O vereador foi duramente repreendido pelo presidente da Casa, Léo Prates (DEM), que chegou  cortar o microfone do edil em um dos momentos. O regimento da casa não tolera qualquer adjetivação negativa no plenário. “O que está expresso no regimento e que não se permite é o ataque à autoridade”, disse o presidente.

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