Lúcio defende mãe e irmão sobre caso do “bunker”

O deputado federal disse que adversários, e até aliados, espalharam mentiras sobre ele e os R$51 milhões


Tribuna da Bahia, Salvador
14/06/2018 08:10 | Atualizado há 10 dias, 16 horas e 37 minutos

   

Por Rodrigo Daniel Silva

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) defendeu, ontem, a mãe Marluce Vieira Lima e o seu irmão, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (MDB), sobre os R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal em um apartamento em Salvador ligado aos emedebistas. O trio virou réu, em maio deste ano, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e responde pelos crimes associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ontem, Lúcio afirmou que fica “incomodado” ao ver a mãe envolvida no escândalo. “Quem conhece dona Marluce com toda certeza não acredita nisso. Uma senhora de 80 anos, que praticamente não se locomove, vai poder cometer qualquer coisa? Me perdoe. O que me incomoda mais é envolver minha mãe nisso. Vou para cima. Minha mãe é uma guerreira que se preocupa com os filhos. A orientação que ela dá, como mãe, é: 'siga em frente. Vocês sabem a educação que recebem. Vocês quem são e continuam dando orgulho’. Quem quiser que acredite. Quem quiser não acredite”, afirmou, em entrevista à rádio Metrópole. 

Sobre o irmão, Lúcio afirmou que Geddel é “ficha limpa”, já que não foi condenado pela Justiça. O ex-ministro está preso preventivamente desde setembro do ano passado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. "Geddel está explicando o que tem que explicar nos autos do processo. Isso faz parte de qualquer julgamento", acrescentou o deputado. O parlamentar negou que a Polícia Federal tenha encontrado impressões digitais dele nos R$ 51 milhões. “Os adversários e até alguns aliados ficam a divulgar inverdades. Eu falo com muita tranquilidade. Isso está sendo discutido na Justiça. Não me cabe provar a minha inocência, e sim a quem acusa provar minha culpa. Não teve nenhuma digital minha”, ressaltou.

Lúcio salientou que pediu ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados a realização de uma nova perícia no dinheiro para demonstrar que não há digitais dele. O emedebista é alvo de um processo no colegiado, que foi aberto em 27 de fevereiro, por suposta quebra de decoro parlamentar. O processo pode levar à cassação do mandato. “Na minha opinião e na dos meus advogados, não tem [nada]. É um processo mais político por causa de PSOL e Rede [partidos que denunciaram o deputado]. É um processo político que enfrento com tranquilidade. Tenho que confiar no Conselho de Ética. Eu acho que vai dar em nada”, frisou. O deputado afirmou, ainda, que o inquérito aberto contra ele por supostamente ameaçar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, deveria ser arquivado. “Calero depois de um ano manda para o Ministério Público [a acusação]. Esse tipo de delito – ameaça – tem seis meses, teria que ser arquivado. Estou esperando arquivar”, pontuou.

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